“República de Curitiba atemoriza poderosos porque impõe conceito de que Justiça é para todos”

“O ex-presidente Lula acaba de instaurar a República de Curitiba, expondo todo o seu temor com o momento ímpar que vive o País, protagonizado pelo juiz Sergio Moro, reconhecido nacionalmente como o símbolo de uma nova Justiça”. A afirmação foi feita pelo senador Alvaro Dias, na sessão plenária desta quinta-feira (17), ao criticar enfaticamente a decisão da presidente Dilma de empossar o ex-presidente Lula como ministro chefe da Casa Civil. Para Alvaro Dias, a população assistiu, chocada, a esse movimento inusitado feito pela presidente, em estratégia explícita para que Lula passe a ter foro privilegiado e, assim, escape do alcance do juiz Sergio Moro.

“Os áudios com o ex-presidente Lula, em função do grampeamento legal autorizado pela Justiça Federal, e revelados também, de forma legal como decorrência da quebra de sigilo determinada pelo juiz Sergio Moro, demonstra a configuração clara de uma estratégia de esperteza política com objetivo de proteger o ex-presidente das acusações que o envolvem. Ministros do STF inclusive se manifestaram contra esta estratégia de esperteza para obtenção do foro privilegiado”, afirmou Alvaro Dias.

No Plenário, o senador comunicou aos parlamentares a decisão da Juíza da 22ª Vara Federal do Distrito Federal, Ivani Silva da Luz, que acolheu denúncia contra o ex-presidente Lula, e exigiu posição da Advocacia-Geral da União e do Ministério Público Federal.

“O juiz Sérgio Moro é o símbolo de uma nova justiça que tenta substituir aquele conceito arraigado na sociedade de que a Justiça existe apenas para o pobre pelo conceito de que a Justiça é igual para todos, e que deve alcançar, todos, até mesmo um ex-presidente da República. Os fatos revelados pela operação Lava jato são estarrecedores, e a chamada República de Curitiba está atemorizando aqueles que estão envolvidos nos escândalos apurados pela operação. Evidente que a posse do ex-presidente foi temporária, foi transitória, esta festiva posse, sob protestos de um Brasil que quer a decência. Essa posse transitória reflete o fim do mandato da presidente Dilma, que está jogando a toalha, demonstrando a incapacidade de solucionar os aflitivos problemas que sacodem o País”, concluiu o senador Alvaro Dias.

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