Dilma, com a credibilidade no fundo do poço, tenta jogar a crise econômica no colo dos outros

Quando a credibilidade de um governante chega ao fundo do poço, não há pronunciamento que possa convencer a opinião pública, principalmente para alguém que muito prometeu durante a campanha eleitoral, mas que não honrou seus compromissos. Esta foi a opinião dada no Plenário pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), ao falar sobre os protestos verificados em diversas cidades, neste domingo, após o discurso feito pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e TV. Nas ruas, nas janelas dos prédios, manifestações como “buzinaços” e “panelaços” foram realizadas para protestar contra o governo do PT.

“Depois da campanha, em que Dilma fez diversas promessas e alardeou que a economia do país passava por situação notável e que vivíamos em uma espécie de paraíso, os compromissos assumidos com a população foram desonrados, a realidade se mostrou mais perversa para a sociedade, as mazelas do país não foram solucionadas, e com isso a credibilidade da presidente se perde de forma absoluta. E com o esgotamento da paciência da população, veio o panelaço, veio o buzinaço, manifestações livres e democráticas de uma população que não vê este governo adotar soluções para os problemas nacionais”, disse o senador em seu pronunciamento.

Ainda em sua crítica ao pronunciamento da presidente na TV, o senador Alvaro Dias afirmou que Dilma perdeu a oportunidade de ficar calada, ainda mais diante da tentativa de transferir responsabilidades por uma crise que vem piorando por conta da falta de competência de seu governo. Para o senador, o discurso da presidente Dilma não convenceu e não significou qualquer passo adiante na recuperação da credibilidade de seu governo.

“Esses pronunciamentos de presidentes da República tiveram a sua época, já foram importantes. Houve banalização nos últimos anos e, sobretudo, agora, com a presidente Dilma, esses pronunciamentos se tornam perfeitamente dispensáveis. Imagino que a presidente perdeu por não ficar calada. E diante de uma população que vê a sua paciência se esgotar diante das mazelas nacionais sem solução da parte deste governo, o que Dilma faz? Tenta transferir responsabilidade para a crise internacional quando outros países adotaram as providências de forma competente e superaram dificuldades. E diante dessa estratégia, indagamos: quais as providências que o nosso governo adotou a partir do anúncio da crise econômica internacional? Que reforma se fez neste País desde o Plano Real? Respondemos: nenhuma. Ao contrário, tivemos retrocessos com o modelo do balcão, do aparelhamento do Estado, fábrica de escândalos e de governos incompetentes. A reforma de Dilma foi às avessas, porque o Estado brasileiro cresceu de forma exorbitante, com ministérios, diretorias, empresas, coordenadorias, secretarias, departamentos, cargos comissionados, aumentando as despesas de custeio e fragilizando o caixa governamental, impossibilitado de atender demandas em setores essenciais, como da saúde, da educação, da segurança pública, enfim, no desenvolvimento do País. Dessa forma, o pronunciamento da Presidente só poderia mesmo ser confrontado com o panelaço”, concluiu o senador Alvaro Dias.

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Citações

O foro privilegiado é o protetor daqueles que praticam atos de corrupção e permanecem impunes.

Mais de 90% da população deseja o fim dos privilégios das autoridades.

Só com o fim do foro privilegiado podemos afirmar que todos serão iguais perante a lei.

O foro privilegiado é essa perversidade que impede uma mãe de assistir justiça com a condenação de um criminoso que assassinou o seu filho.

Vamos olhar mais para o campo. A agricultura será a salvação do Brasil no pós-pandemia. A agricultura será fundamental.

Ao longo do tempo, o Brasil valorizou pouco a agricultura, deveria ter valorizado mais.