“Vivemos uma crise de indefinição, que paralisa o país e aprofunda o drama social”, afirma Alvaro Dias

Enquanto o impasse em torno da situação da presidente da República paralisa a política nacional, o Brasil caminha para viver uma tragédia social, com o desemprego atingindo níveis alarmantes. O alerta foi feito pelo senador Alvaro Dias, em pronunciamento no Plenário, na sessão desta segunda-feira (26). Para o senador, o País vive hoje uma crise de indefinição, que está alimentando as crises política, econômica e administrativa, além de causar o aprofundamento da crise social, com o alargamento do desemprego.

“A indefinição política, administrativa, a insegurança que se alardeia impede o Brasil de crescer. Nós estamos caminhando para uma tragédia social e mantemos essa indefinição. Não sabemos o que ocorrerá na próxima semana. Não há quem saiba. Não há quem possa afirmar categoricamente que o Brasil mudará daqui a alguns dias, com a instauração do processo de impeachment, ou que o País não mudará, que esse assunto será encerrado, que esse impasse será superado com a permanência da presidente Dilma até as eleições de 2018. Neste cenário, o que se vê é o aprofundamento da crise com o desemprego batendo recordes”, disse o senador Alvaro Dias.

No seu pronunciamento, Alvaro Dias afirmou que os números oficiais do desemprego divulgados pelo governo “não inspiram confiança”. Para o senador, o desemprego real precisa ser medido a partir do número de pessoas desocupadas, muitas das quais, segundo Alvaro Dias, não constam das estatísticas do desemprego porque sequer procuram uma oportunidade de trabalho. “Porque não estão procurando trabalho, esses milhões de desocupados não são considerados desempregados, mas estão no momento sem ocupação. Por várias razões, não procuram trabalho e por isso não constam das estatísticas de desemprego no País”, alertou o senador.

De acordo com dados oficiais do IBGE, a taxa de desemprego alcançou o maior índice desde 2009. Para o senador Alvaro Dias, os critérios adotados pelo instituto para avaliação do índice de desemprego não abrangem todos os trabalhadores, e o percentual de 7,6% seria “risível” diante da realidade que se verifica no País. Alvaro Dias, na Tribuna, citou dados como o de que a população desocupada cresceu 56,6% em relação a setembro de 2014, além de que a mesma pesquisa mostra que a taxa de desemprego entre os que têm de 18 a 24 anos atingiu 18,4% nas principais regiões metropolitanas do País.

“Os números reais apontam que 164,108 milhões de pessoas em idade de trabalhar, que são pessoas com 14 anos ou mais de idade, na data da pesquisa, e que 100 milhões compõem a força de trabalho. Pessoas ocupadas e as pessoas desocupadas no período da pesquisa são 100 milhões. Esta é a força de trabalho. Desses, 63,543 milhões estão desocupados e não trabalham, mas não considerados desempregados na estatística oficial do governo. Ainda segundo o IBGE, 8,354 milhões são desempregados que procuram trabalho. Verifica-se, portanto, que o Brasil conta com 71,897 milhões de habitantes com idade para trabalhar fora do mercado de trabalho, o que representa uma desocupação de 43,8% daqueles em idade para o trabalho. Trata-se de um desperdício descomunal de capital produtivo. Portanto, este é o Brasil real, e esse infortúnio do desemprego choca, ainda mais porque há aqueles que sequer ânimo possuem para buscar uma oportunidade de trabalho. É um cenário desalentador para o futuro do nosso País”, concluiu o senador Alvaro Dias.

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