Alvaro Dias reforça posição contrária à privatização de empresas estratégicas

Em pronunciamento no Plenário, o senador Alvaro Dias voltou a expor sua posição a respeito do tema da privatização de estatais brasileiras. Alvaro Dias reafirmou a opinião dada em programas de entrevista recentes, nos quais ele disse que é contra a venda de empresas estratégicas para o Brasil, como Petrobras, Eletrobras, Nuclebras, Banco do Brasil, Caixa Econômica, entre outras. O senador reforçou, entretanto, que há casos de estatais deficitárias criadas pelos governos do PT, que além de darem prejuízo aos cofres públicos, servem apenas empregar militantes e indicados por aliados políticos.

“Se fôssemos analisar sob o perfil do atual governo, teríamos que contestar qualquer privatização, porque dinheiro nas mãos deste governo é vendaval, como o foi nas mãos dos últimos governos, que desgovernaram o Brasil. Vendaval, porque são recursos públicos atirados pela janela da incompetência, da irresponsabilidade administrativa e da corrupção. Então, é evidente que, nesse momento, não se pode aceitar passivamente a privatização de qualquer empresa pública valorizada, como se fez recentemente com algumas hidrelétricas, que foram leiloadas na bacia das almas. É preciso dizer que há setores estratégicos que devem ser preservados. Essa é a nossa modesta opinião. Sem a arrogância dos donos da verdade, mas, com a necessária humildade e reconhecimento das nossas limitações, eu defendo que empresas estratégicas não devem ser privatizadas”, afirmou o senador.

Para Alvaro Dias, uma empresa do porte da Petrobras não pode ser vendida como querem alguns, tanto pelo fato de estar em um setor estratégico para a nossa economia, como por sua importância histórica para o País. O que é preciso fazer na Petrobras, segundo o senador, é tirar a empresas das mãos daqueles que assaltam os cofres da estatal há anos.

“A Petrobras foi privatizada, nos últimos anos, pelo propinoduto, pelas mãos da corrupção, e nos cabe agora retirá-la das mãos daqueles que a assaltaram nos últimos mandatos de governo em nosso País. A Petrobras teve o seu patrimônio dilapidado. Houve, lastimavelmente, um assalto sem precedentes na história deste País, que reuniu agentes públicos e privados, políticos e não políticos, Parlamentares e integrantes do Poder Executivo numa operação complexa e sofisticada, que certamente ficará para a história como o maior escândalo de corrupção dos tempos modernos, com repercussão internacional também sem precedentes. Obviamente, mesmo que fôssemos favoráveis à privatização da Petrobras, não seria agora, quando a empresa está desvalorizada pela ação dos seus depredadores. Não seria agora, quando a empresa se descapitalizou. Mas não é agora e não será amanhã, quando ela estiver já recuperada, uma vez que já se encontra em franca recuperação. E não há dúvida de que essa recuperação se completará no curto ou médio prazo. É um patrimônio extraordinário do povo brasileiro; e não se entrega”, disse o Líder do Podemos.

No Plenário, o senador expôs a mesma opinião com relação à Eletrobras, que, segundo ele, também é uma empresa estratégica para o País. “Se nós consultarmos os nordestinos, sobre a privatização do Rio São Francisco, certamente eles se revoltarão com a hipótese da privatização do Rio São Francisco, porque é óbvio que, ao se privatizar a empresa de energia elétrica que tem a sustentação nas águas do Rio São Francisco, nós estaremos, obviamente, privatizando o Rio São Francisco. E eu repito: quem sabe um fundo de investimento da China leve a Eletrobras? Ao final do mês, os brasileiros seriam obrigados a pagar uma conta de luz que será definida pelos chineses? Eu creio que essa abordagem simples e didática é necessária, é fundamental para a compreensão do cidadão. Nós, portanto, estamos colocando com clareza a nossa posição em relação à questão da privatização de empresas de setores estratégicos para o desenvolvimento nacional”, definiu o senador.

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