Alvaro Dias destaca em plenário independência do PV em relação ao governo

Em discurso no plenário, nesta segunda-feira (23/5), o Líder do PV, senador Alvaro Dias, falou sobre a reunião da Executiva do Partido Verde que aconteceu hoje em Brasília: “Por aclamação, decidimos adotar uma postura de independência em relação ao governo Temer. Ou seja, o Partido Verde não participa da base aliada do governo. Poderão me perguntar: mas há um Ministro filiado ao Partido Verde! Realmente, Sarney Filho foi escolhido pelo Presidente Temer para o Ministério do Meio Ambiente, mas não houve deliberação partidária; foi uma escolha pessoal do Presidente. E a sugestão que se fez hoje de manhã, na reunião do Partido Verde, foi a da licença do ministro para que o Partido possa se posicionar de forma mais confortável e coerente em relação ao atual Governo”, disse.

Alvaro Dias lembrou que, desde o primeiro momento, foi favorável à independência: “Na democracia, quem se elege governa, e quem perde fiscaliza, faz oposição. O governo Temer foi eleito com Dilma em 2014. Portanto, cabe a ele governar. As circunstâncias levaram o vice a assumir a Presidência, mas o Governo é o mesmo eleito em 2014. A nós que perdemos as eleições cabe o papel de fiscais do Governo. E, nessa circunstância, mais importante do que ocupar um cargo no Governo é exercer a fiscalização. O País necessita, nesta hora, de fiscais, porque a cultura política brasileira é a do adesismo fácil. Foi o que se verificou, nos últimos dias, com muitos correndo desesperadamente para a sombra do poder. Partidos maiores, sobretudo, disputaram espaço nesse latifúndio do poder. Cabe, portanto, ao Partido Verde esse papel de lealdade ao País, fiscalizando quem governa, sobretudo porque nós não compactuamos com esse modelo”

O senador destacou ainda que, apesar da mudança de presidente, o sistema de governança não foi substituído. “O presidente interino não fez a leitura correta desse manifesto de protesto escrito nas ruas do País pelo povo brasileiro. O povo não pediu apenas a substituição de um presidente por outro; pediu a substituição desse sistema de governança, que é promíscuo e que abriu as portas para a corrupção. O que verificamos foi a manutenção do modelo com investigados na Operação Lava Jato nomeados Ministros de Estado”.

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