Alvaro Dias apresenta voto de pesar pela morte do ex-deputado Léo de Almeida Neves

O senador Alvaro Dias apresentou, esta terça-feira (03/11), requerimento de Voto de Pesar pelo falecimento do ex-deputado Léo de Almeida Neves, aos 88 anos, hoje, em São Paulo, vítima de Covid-19. O líder do Podemos destacou a trajetória política e acadêmica de Almeida Neves, que ocupou a cadeira número 26 da Academia Paranaense de Letras.

O senador também se manifestou nas redes sociais, onde classificou o ex-congressista como “grande líder político”. “Dignidade, honestidade e trabalho desenharam sua fascinante trajetória. Deus o tenha e conforte familiares, amigos e admiradores. Entre eles, eu me incluo”, afirmou Alvaro Dias.

Confira abaixo a íntegra do Voto de Pesar:

Excelentíssimo Senhor Presidente,

Requeiro, nos termos dos arts. 218, II e 221, I, do Regimento Interno do Senado Federal, inserção em ata de voto de pesar pelo falecimento de Léo de Almeida Neves, ex-membro do Congresso Nacional e ocupante da cadeira número 26 da Academia Paranaense de Letras, vítima de Covid-19, aos 88 anos, neste dia 3 de novembro em São Paulo, bem como a apresentação de condolências à família.

JUSTIFICAÇÃO

Nascido em Ponta Grossa, em 22 de março de 1932, filho de Francisco Fay Neves e Noêmia Almeida Neves, era economista, formado pela Faculdade de Ciências Econômicas do Paraná, em 1953, e advogado pela Faculdade de Direito da UFPR, em 1954. Dessa turma da Faculdade de Direito, cinco integrantes fizeram parte da Academia Paranaense de Letras: Túlio Vargas, Leopoldo Scherner, Edilberto Trevisan, Luiz Geraldo Mazza e Léo de Almeida Neves.

Neves era acadêmico desde 18 de setembro de 2006, quando, em memorável sessão solene na Assembleia Legislativa do Paraná, tomou posse na APL, saudado por Belmiro Valverde, então ocupante da cadeira número 28.

Elegeu-se deputado estadual pelo PTB, em 1958, e deputado federal mais votado pelo MDB, em 1966. Teve o mandato cassado pelo regime militar (AI-5), em 13 de março de 1969. Suplente de deputado federal pelo PMDB em 1982, assumiu o mandato três anos depois. De 1995 a 2003, foi suplente do senador Roberto Requião. Exerceu os cargos de vice-presidente e secretário-geral da Executiva Nacional do antigo PTB e foi fundador e presidente do MDB de Curitiba.

Procurador federal aposentado, ex-diretor da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial do Banco do Brasil e ex-presidente do Banestado. Foi Delegado Regional no Paraná do Instituto Nacional de Previdência Social e Diretor de Produção do Instituto Brasileiro do Café. Presidiu o Conselho de Administração da Copel. Desde 1970, era funcionário da Cia. Cacique de Café Solúvel, tendo sido presidente da Cia. Cacique de Armazéns Gerais. Atualmente, prestava assessoria à presidência e à área jurídica e tributária da empresa, sediada em Londrina.

Na juventude, exerceu o jornalismo no Diário do Paraná, colaborando ainda com inúmeros órgãos da imprensa como Gazeta do Povo, Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Diário do Comércio e Indústria, O Estado do Paraná, Jornal do Estado, Indústria & Comércio, O Paraná, Folha de Londrina, Tribuna do Norte, Diário dos Campos e Jornal da Manhã, entre outros. Tendo sido, também, autor das seguintes obras: “Destino do Brasil: Potência Mundial”; “Vivência de Fatos Históricos”; “Segredos da Ditadura de 64”; e “Privatizações de FHC, A Era Vargas Continua”.

Por sua intensa atuação na vida pública, estou certo de que Léo de Almeida Neves se faz merecedor desta homenagem que sinto-me honrado em propor, na forma de um Voto de Pesar pelo seu falecimento.

Sala das Sessões, 3 de novembro de 2020.

Senador Alvaro Dias (PODEMOS – PR)

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Citações

O foro privilegiado é o protetor daqueles que praticam atos de corrupção e permanecem impunes.

Mais de 90% da população deseja o fim dos privilégios das autoridades.

Só com o fim do foro privilegiado podemos afirmar que todos serão iguais perante a lei.

O foro privilegiado é essa perversidade que impede uma mãe de assistir justiça com a condenação de um criminoso que assassinou o seu filho.

Vamos olhar mais para o campo. A agricultura será a salvação do Brasil no pós-pandemia. A agricultura será fundamental.

Ao longo do tempo, o Brasil valorizou pouco a agricultura, deveria ter valorizado mais.